Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 25/10/2022

É de conhecimento geral que a medicina vem, constantemente, tendo diversos avanços e um deles é o transplante de órgãos, que parte de um doador ainda em vida ou quando há morte encefálica. No entanto, devido à insegurança do doador em relação ao transplante, a falta de informação e a realidade do serviço de saúde pública é um grande empecilho para que a doação seja feita.

A fundadora do colégio Lúdico Anglo, Valéria Nunes de Almeida e Almeida afirma que, “nada custa mais caro que a ausência de informação”. Desse modo, no que se refere à doação de órgãos, a falta de informação traz insegurança sobre o procedimento, principalmente o receio de que os órgãos do doador possam entrar para o sistema do tráfico de órgãos. Portanto, indivíduos que necessitam de uma transplantação tem suas chances reduzidas, visto que uma sociedade desinformada será resistente a ideia da mesma.

Ademais, de acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil é o segundo país que faz mais transplantes de órgãos no mundo. Entretanto, a lista de espera dos receptores ainda é bem grande devido à falta de infraestrutura. Em muitos casos, há um doador mas não existe uma equipe pronta a dar o tratamento adequado ao procedimento, inviabilizando-o, pois à espera da equipe, o tempo de utilização do órgão para transplante é ultrapassado. Dessa forma, a falta de investimento na saúde pública é uma importante causa para os obstáculos referente á transplantação.

Em vista disso, com o objetivo de levar a informação necessária e garantir uma boa qualidade da saúde pública, medidas devem ser tomadas. Nesse sentido, o Ministério da Educação juntamente com o poder midiático deve promover projetos educativos e informativos sobre a importância do transplante de órgãos, através de palestras nas escolas e da publicidade informativa nas redes sociais, com o intuito de introduzir conhecimentos básicos aos cidadãos. Faz-se necessário a disponibilização de verbas por parte do Poder Público, a fim de investir na formação de equipes médicas especializadas nos transplantes de órgãos, trazendo assim maior eficiência. Desse modo, reduzirá os obstáculos para a doação de órgãos no Brasil.