Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 07/11/2022

A doação de órgãos tornou-se um tabu no Brasil por conta de se tratar de um risco e até mesmo da perda de um familiar, mas é um assunto necessário a ser debatido. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes a serem discutidos: a conscientização da sociedade acerca da doação de órgãos e a sensibilização e capacitação dos profissionais de saúde.

Em primeira análise, evidencia-se a compreensão do transplante de órgãos pela sociedade. Conforme a Rede Ebserh, é importante comunicar a família sobre a importância e o desejo de doar orgãos para que não ocorram conflitos após a morte do ente querido. Dessa forma, a resposta negativa à doação não ocorre só pela dor da perda, mas também, pelo medo, pelo desconhecimento e pelas dúvidas geradas sobre o transplante de orgãos, principalmente quanto ao sepultamento. Por isso, faz-se necessária a compreensão da doação de órgãos, para que não haja dúvidas e a esperança de salvar vidas prevaleça.

Além disso, a sensibilização e capacitação dos profissionais de saúde deve ser levada em consideração. Sob essa ótica, o documentário “Anjos da vida: em busca da doação de órgãos”, mostra a mãe de uma vítima de morte encefálica que só doou os órgãos do filho por conta do acolhimento e respeito dos profissionais de saúde. Por isso, nota-se a diferença que um profissional de saúde faz ao promover o bem-estar da família, fornecer acolhimento e estar disposto a sanar todas as dúvidas sem induzir o ato de doação e sem julgar a decisão final. Em vista disso, é notório que profissionais sensíveis e bem preparados salvam vidas.

Depreende-se, portanto, que os dilemas da doação de órgãos devem ser combatidos. Dessa maneira, as grandes mídias, responsáveis pela propagação de informação, em conjunto com o Ministério da Saúde, criem campanhas e políticas públicas incentivando a doação de órgãos por meio de rádios, televisões e redes sociais, a fim de mitigar a fila de espera por transplantes e aumentar o número de vidas salvas. Ademais, os hospitais devem criar projetos e palestras para profissionais de saúde ensinando abordar e acolher os familiares de potenciais doadores, para, assim, promover a esperança e possibilitar o desenvolvimento pleno da nação.