Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 08/11/2022
O médico Joseph Murray, realizou o primeiro transplante de órgão humano e potencialmente ganhou um prêmio Nobel pelo feito. Na atualidade, o desenvolvimento econômico brasileiro das últimas três décadas fez o Brasil ocupar espaços entre as potências mundiais, entretanto é descrescente o avanço social e da saúde pública em relação à doação de órgãos. Sendo possível por um descaso governamental além de uma lacuna educacional.
Em primeira análise, a Constituição Brasileira de 1988, conhecida pelo seu caráter democrático e isonômico, garante a todos os cidadãos o direito à saúde de qualidade. Nesse contexto, segundo John Locke, a população ao depositar confiança ao governo, deve receber em troca a garantia de seus direitos. Sob essa perspectiva, torna-se notório um descaso governamental além de uma ineficácia estatal, haja vista que, é papel do Estado conceder direitos básicos e infraestrutura para a remoção de um órgão, entretanto não ocorre, desistimulando à população de se candidatarem para serem possíveis doadores.
Em segunda análise,no território brasileiro a doação de órgãos é um assunto pouco falado e incentivado, sendo possível por uma lacuna educacional. Nesse contexto, segundo Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa que pode ser usada para mudar o mundo. Dessa forma, a lacuna informacional perante a doação de órgãos está, diretamente relacionada com a carência de informação, o que gera por consequência,a falta de doadores no território brasileiro.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para conter a problemática no território brasileiro. Dessa maneira, cabe ao Estado, juntamente com a mídia,meio responsável por informar, promover propagandas de conscientização acerca da doação de órgãos com a intenção de informar os cidadãos a respeito da importância desse ato para salvar vidas. Somente assim, poderemos aumentar os índices de doadores de órgãos.