Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 25/05/2023

De acordo com o filósofo utilitarista John Stuart Mill, “a ação moralmente certa é aquela que maximiza a felicidade para o maior número”. De maneira análoga, a doação de órgãos é algo inevitável para o bem da maioria, porém, enfrenta muitos desafios no Brasil. Nesse sentido, o pouco conhecimento sobre o assunto e a falta de preparo dos profissionais agravam essa situação.

Nessa perspectiva, é válido destacar que a falta de informação colabora com esse cenário. De acordo com a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), a recusa das famílias em autorizar o transplante é de 43%. É evidente que esse alto índice se deve pelo pouco acesso sobre informação acerca desse assunto e, que ocorre, pois a doação de órgão ainda é um tabu para a sociedade. Contudo, é necessário que meios de comunicação como rádios e internet divulguem informações sobre o protocolo da doação de órgãos.

Além disso, a dificuldade dos profissionais para lidar com esse tipo de cenário contribui com o problema. Do mesmo modo, profissionais da saúde não passam por treinamentos específicos para conversar com a família de possíveis doadores e com isso há muita recusa sobre doações de órgãos, causado devido à falta de clareza a respeito dos procedimentos utilizados e as possíveis vidas que irão ser salvas. Logo, é preciso que se tenha abordagem desse tema em universidades e escolas.

Portanto, ao analisar a falta de conhecimento sobre o assunto e o pouco preparo dos profissionais, pode-se perceber que eles dificultam a erradicação do problema. Em virtude disso, o Governo Federal junto ao Ministério da Educação deve adicionar aulas sobre doações de órgãos, por meio das escolas públicas e Universidades Federais, através de palestras, oficinas e eventos com a comunidade, dessa forma quebrará o preconceito sobre o tema. Assim, o país poderia superar o problema e o conceito da moral de John Stuart Mill será seguido.