Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 18/09/2023
A obra cinematográfica “Tráfico de Órgãos” conta a história de um pai que necessita de um transplante de pulmão para a sua filha, entretanto, a criança não consegue o órgão na fila de espera convencional do hospital. Não longe da ficção, atualmente, no Brasil, muitas pessoas acabam por não conseguir um transplante a tempo. Nesse sentido, é de suma importância que ocorra um incentivo maior à doação de órgãos, visto que o Brasil possui muitas pessoas que não enxergam a importância dela e a falta de investimento por parte do Governo.
Em primeiro lugar, é de extrema importância mencionar as inúmeras pessoas que não compreendem a magnitude de doar órgãos. Assim, de acordo com dados divulgados no UOL, aproximadamente 60 mil brasileiros estão na fila de espera por um transplante, mostrando assim, o impacto que a doação pode causar na vida de diversos cidadãos. Dessa forma, é necessário que o Governo Federal através do Ministério da Comunicação crie anúncios apoiando a doação de órgãos que apareceriam nas televisões, com a finalidade de mudar o enorme número de pessoas que estão na espera.
Em segundo lugar, é necessário salientar o descaso por parte do Governo em relação à doação de órgãos. Sendo assim, o conceito “cidadãos de papel” de Gilberto Dimenstein se encaixa perfeitamente, pois o termo inventado por ele refere-se a pessoas que no papel e na teoria possuem direitos, mas na prática eles não são exercidos. Tal conceito se encaixa perfeitamente no Brasil atual, já que o mercado ilegal que oferece um preço muito alto em partes do corpo humano, tentando assim, muitos desses lugares a venderem os pedaços.
Torna se evidente, portanto, o impacto que a doação de órgãos pode ter na vida de várias pessoas. Nesse sentido, cabe ao Governo criar, juntamente com o Ministério da Saúde, uma medida que diminua o tamanho das filas de espera. Tal ação seria feita por meio de cartazes, que apresentariam os benefícios gerados pela doação e eles seriam distribuídos em locais com muitos possíveis doadores, a fim de amenizar o enorme problema que o país enfrenta. Dessa forma, o Brasil poderá ser considerado uma nação consciente e que pensa no próximo.