Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 09/09/2023
Na série americana “Red Band Society”, escrita por Margaret Nagle, a personagem Kara Souders é diagnosticada com cardiomiopatia dilatada e entra na lista de transplantes, porém não sabe se vai conseguir um novo coração por não haverem doadores o suficiente. O mesmo acontece com frequência fora das obras audiovisuais — no Brasil, em média, nove pacientes morrem por dia esperando receber um transplante, enquanto mais de 5.000 pessoas morrem por perda completa das funções cerebrais e seus órgãos não são doados.
Primeiramente, vale ressaltar que a lista do Sistema Nacional de Transplantes tem como critério ordem cronológica de cadastro e gravidade da condição clínica, portanto algumas pessoas podem ficar anos na lista e em algumas ocasiões morrerem no aguardo por não haverem doadores suficientes para atender a todos que necessitam do órgão.
Receber um órgão doado salva a vida de mais de 20.000 pessoas por ano no Brasil, contudo grande parte da população brasileira não está ciente desses dados e da gravidade dessa situação quando perde um familiar por morte encefálica e opta por não doar seus órgãos por acreditar que estariam violando seu corpo. Por não serem divulgadas informações o bastante sobre o assunto, as pessoas, indiretamente, acabam negando salvar diversas vidas.
Em vista disso, é de extrema importância que o Ministério da Saúde junto com o Ministério da educação invista em campanhas em lugares públicos, escolas, televisões e redes sociais para a consciêntização da sociedade brasileira sobre o valor de permitir que os seus órgãos e de seus parentes sejam doados e própriamente encaminhados para pacientes que precisam deles.