Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 08/09/2023

Em 1954, o primeiro transplante de um órgão vital foi realizado pelo profissional Joseph Edward Murray, na qual realizou a reposição de um rim entre dois irmãos gêmeos para que não houvesse rejeição. Todavia, a maioria das pessoas se recusam a doar os órgãos de seus entes queridos em consequência da falta de informações e também por medo. Portanto, a sociedade precisa combater um dos maiores dilemas rotineiros: a doação de órgãos. Convém analisar os fatos que estimulam o impasse citado, como a precária infraestrutura hospitalar e o descaso governamental.

De acordo com a ABTO- Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos- ao menos 50% dos órgãos aptos para reposição, são desperdiçados por falta de diversos recursos, como a arriscada infraestrutura hospitalar, na qual é inadequada para manter o doador até a retirada dos órgãos. Frequentemente os hospitais estão superlotados e os médicos sobrecarregados, por isso o paciente que obteve morte encefálica, tendo como exemplo, não recebe os cuidados adequados para que o transplante aconteça, ocasionando um mero fracasso.

Diante desse cenário, vale ressaltar que a negligência governamental é um outro elemento que dificulta a doação de órgãos. De acordo com o filósofo Thomas Hobbes, é dever do Estado garantir os serviços necessários para o bem-estar da nação. Sob esse viés, a situação proposta por Hobbes é totalmente ao contrário na sociedade, posto o panorama imprudente no que se refere ao cumprimento efetivo do bem-estar social em que relaciona-se o problema mencionado. Nesta ocasião, enquanto o descaso governamental for regra, a população será obrigada a conviver com a falta de transplantes de órgãos vitais.

Portanto, o impasse citado necessita ser mais discutido. Desse modo, é de suma importância que o Ministério da Educação invista mais no assunto, por meio de campanhas publicitárias em locais públicos e também realizar palestras em escolas a fim de que as pessoas tenham um maior conhecimento, tendo como resultado o intuito de tornar as pessoas mais abertas em relação à ideia de doação de órgãos. Desse modo, a sociedade se tornará mais consciente e solidária.