Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 12/09/2023
O Art. 1° da lei n° 9.434 garante “a disposição gratuita de tecidos, órgãos e partes do corpo humano, em vida ou post mortem, para fins de transplante e tratamento.” No entanto, no Brasil, o incentivo e a facilidade à doação de órgãos são extremamente limitados. Dessa forma, o número de órgãos disponíveis para transplante torna-se mais escasso, uma consequência infeliz, visto que a demanda por eles é alta.
De acordo com dados coletados pela ABTO e divulgados pelo G1, em 2022, as doações de órgãos caíram 8,6% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período de 2021. A redução no número de doações prejudica aqueles que necessitam de transplante, pois a demanda é muito alta comparada à oferta.
Além disso, a doação de órgãos é um ato de pura empatia, uma vez que, se o doador toma essa decisão, seus órgãos só serão retirados após sua morte (salvas algumas exceções). Logo, não impactará em nada em seu dia a dia, enquanto o paciente que receberá o transplante poderá ter sua vida salva.
Portanto, é essencial que os dilemas relacionados à doação de órgãos sejam debatidos e desmistificados. O Ministério da Saúde deve promover campanhas para aumentar o conhecimento sobre essa questão, por meio de propagandas, palestras e anúncios que estimulem discussões sobre o assunto. Dessa forma, aqueles que não estavam familiarizados ou que tinham ressalvas sobre a doação de órgãos podem se sentir confiantes para doar, o que, por sua vez, resultará em um aumento no número de doações.