Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 12/09/2023

Vive-se, no Brasil, uma conjuntura difícil em relação à doação de órgãos, pelo fato de parte significativa das famílias das vítimas estarem em uma situação delicada, devido à falta de abordagem do tema e o sentimento de insegurança sobre a doação. Diante desse prisma, é de suma importância saber-se o cenário das pessoas que estão na fila de transplantes e o motivo de recusas recorrentes das doações, para obter ciência do que ocorre no dia a dia dessas famílias.

A princípio, pode-se observar que há uma grande fila de espera para transplante de órgãos, mesmo segundo o sistema nacional de transplantes registrando que o Brasil tem o maior sistema de transplantes do mundo, sendo 90% das cirurgias feitas pelo SUS. Apontamentos da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), mostram que essa fila em nosso país excedem 50 mil pessoas, sendo analisado o tempo que o paciente está na lista, sua gravidade, o tamanho e o tipo do órgão, dentre outros fatores para que o mesmo seja transplantado com mais agilidade.

Outrossim, essas doações podem ser feitas em vida ou após o diagnóstico de morte encefálica, nesse último caso, a escolha de quais órgãos vão ser doados fica sob responsabilidade da família ou do cônjuge do paciente. Entretanto, é apresentado o aumento do percentual de recusas em doar, que atingiu 47% em 2022, alguns motivos comuns que podem estar relacionados a isto são as famílias terem um afeto pelo ente querido ou até mesmo por falta de conhecimento sobre o funcionamento do processo. Diante disso, é interessante uma explanação desses casos para uma abordagem mais efetiva com seus parentes.

Logo, é visível que a situação dos pacientes a serem transplantados e as recusas sobre doações precisam ser conhecidos e superados, com o fito de aumentar a quantidade de doações de órgãos. Assim, é dever do Ministério da Saúde promover palestras de conscientização e propagandas que aparecem em lugares públicos, como: praças, veículos de comunicação em geral e entre outros, com o intuito de que o público esteja a par do apoio que é dado por parte dos hospitais e médicos, e garantir que quando uma decisão tenha que ser tomada, que estejam em plenas condições de decidir concientemente.