Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 07/09/2023
A doação de órgãos é um ato caridoso, que consiste na retirada de órgãos e tecidos de um corpo falecido, caso quando sua morte é constatada encefálica, ou de um indivíduo com vida, como no caso de Faustão que recebeu o coração de Fábio Cordeiro, um pedreiro que sofreu um AVC - acidente vascular cerebral - em meio ao trabalho. Contudo, não é simples achar pessoas dispostas a doar tais órgãos, o que afeta em transplantes. Com isso, são necessárias medidas para tal quadro.
Primeiramente, é necessário destacar a longa fila de espera para tal transplante, que muitas vezes o paciente não aguenta a espera e por tanto acaba falecendo. Em 2015 mais de 2 mil cidadãos morreram à espera de um tratamento e transplante, dentro desse número temos como crítico: idosos e crianças. Uma realidade onde a sociedade com conhecimento restrito em relação às doações ou até mesmo a falha durante o tratamento por conta de seu transporte.
O segundo ponto é, muitas famílias se alimentam da ideia de que seu parente possa “voltar” da morte encefálica, uma vez que, quando se trata de uma lesão impossível de reverter quando suas atividades cerebrais são interrompidas. Também há a problemática em relação a idade, o que não existe pois não é necessário a faixa etária quando se necessita apenas de sua fisiologia.
Por tanto, conclui-se que o maior problema em relação as doações é a falta de informações. Nessa ocasião cabe ao Estado ir além das campanhas em hospitais, fazer campanhas, incentivos e esclarecimentos para a população em locais de fácil acesso para melhor conhecimento de tal situação. Com isso, as filas de espera diminuirão e terá mais doadores para ajudar a população.