Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 13/09/2023

No livro “Coração e alma” é contada a história de um garoto chamado Simon, que, após sofrer uma morte cerebral, tem seu coração doado para uma senhora chamada Claire. Fora do âmbito literário, temos o assunto em grande escala quando se trata dos dilemas da doação de órgãos no Brasil. Vemos diversas situações próximas a de Claire, porém existe um grande estigma em função da doação, seja por falta de informação e pouca discussão sobre o assunto ou até mesmo pela recusa familiar.

A priori a falta de repercussão sobre o assunto é uma problemática para o enfrentamento do tema. De acordo com um edital postado no site saude.gov o transplante é um procedimento cirúrgico que consiste na reposição de um órgão ou tecido de uma pessoa doente por outro doador. Durante o procedimento uma equipe de médicos acompanha o caso clínico do doador, após o procedimento de retirada o órgão é enviado pela Central de Transplantes ao hospital onde está o receptor para que seja implantado. Por falta de conhecimento sobre o assunto muitas pessoas são tomadas pelo receio do ato, incluindo os doadores e até familiares.

Analogamente à incompreensão sobre o tema, ocorre a recusa familiar em sua função, onde é muito comum de acontecer, seja por motivos religiosos, desconfiança no processo ou corpo íntegro. De acordo com a UFSM, durante o primeiro semestre de 2022 cerca de 44% das famílias discordaram do procedimento na etapa de entrevistas.

Em suma, a fim de reverter o imbróglio o governo deve promover palestras em escolas ou faculdades e realizar um investimento com o intuito de promover campanhas de conscientização e informação para todos os cidadãos, como por exemplo o episódio da campanha “1por8” que divulgava que um doador é capaz de salvar até oito pessoas. Esse entendimento pode ser passado através de revistas, jornais, propagandas em redes sociais ou comerciais televisivos.