Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 13/09/2023

A doação de órgãos é um ato por meio do qual podem ser retirados órgãos ou tecidos de uma pessoa viva ou falecida (doadores) para serem utilizados no tratamento de outras pessoas (receptores) com a finalidade de reestabelecer as funções de um órgão ou tecido doente. Todavia, a quantia dessas doações se torna inferior do esperado pois os órgãos das pessoas podem ser usadas de forma ilegal e pelo de as pessoas têm medo da perda desse elemento. Dessa forma, medidas como o tráfico de órgãos e recusa familiar devem ser resolvidas.

Em primeira análise, segundo a Constituição de 1988 e leis ao redor do mundo, a atividade de comprar ou vender órgãos e demais partes do corpo humano é considerada crime, com reclusão de três a oito anos. Contudo, o cenário visto é marcado pela expansão do mercado negro, devido, não somente ao fato de muitas pessoas estarem em situação de vulnerabilidade econômica, como também ao fato de criminosos tirarem proveito da situação. Assim, evidencia-se a necessidade de atitudes a serem tomadas pelas autoridades realmente competentes para reverter essa problemática.

Em segundo lugar, deve-se considerar que a recusa familiar é grande e envolta de mitos. Isso é afirmado, pois, várias famílias nutrem a falsa ideia que o ente querido possa ‘voltar’ de uma morte encefálica, o que não procede, uma vez que se trata de uma lesão irreversível, em que o indivíduo tem interrompida todas suas atividades cerebrais. Além disso, há quem associe um potencial doador a idade, sendo que não existe restrição etária para doação de órgãos, considera-se apenas a fisiologia do órgão para o transplante.

Assim sendo, é necessário que autoridades realmente responsáveis em parceria com a ONU, não censurem os casos, sendo assim, mais rigorosos. Além disso, através de uma ampla divulgação midiática, é preciso alertar a todos e conscientizá-los a serem contra a prática de tal ato. À respeito da recusa familiar, o governo deve investir mais em campanhas que sejam feitas nas escolas, locais públicos e meios de comunicação com o intuito claro de fazer com que as pessoas passem a ser mais abertas à ideia de doação de órgãos,