Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 08/09/2023

Garantir o consentimento informado do doador ou da família em momentos de tragédia é crucial, mas pode ser emocionalmente desafiador. De acordo com a atual conjuntura brasileira tornar-se de suma importância configurar ações como a doação de órgãos, visto que é um gesto nobre a ser incentivado, conscientizando a população de sua colaboração. Decidir como distribuir os órgãos disponíveis de forma justa e eficiente é um dilema constante. Priorizar pacientes com maior chance de sucesso ou aqueles que estão esperando há mais tempo?

Um dos principais fatores que limita a doação de órgãos é a baixa taxa de autorização da família do doador. Nos dias atuais, aproximadamente mais que a metade das famílias não são contra a retirada de órgãos e tecidos do ente falecido para a doação. A comercialização é uma questão importante, o tráfico de órgãos e a venda ilegal de órgãos levantam sérias preocupações éticas e de segurança, muitas vezes explorando pessoas em situações de desespero financeiro ou de saúde.

À medida que a tecnologia avança, surgem dilemas sobre o uso de órgãos artificiais e impressão 3D para transplantes. Órgãos artificiais podem ser personalizados para atender às necessidades específicas de um paciente, reduzindo o risco de rejeição. Embora a pesquisa em órgãos artificiais mostre promessas, há desafios significativos a serem superados antes que eles se tornem uma opção generalizada, como por exemplo, replicar a complexidade de órgãos humanos é um desafio técnico considerável ou até mesmo garantir que os órgãos artificiais sejam seguros e funcionem efetivamente em humanos é essencial.

Por fim, nota-se que o Governo Federal, em parcerias com Ong’s devem incentivar palestras que demonstrem a importância do tema e estimulem a prática. Junto com essa situação, redes de ensino deve conscientizar a população jovem, através o MEC, para que tenha uma soliedariedade com o próximo.