Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 09/09/2023

Doar um órgão pode mudar vidas, porém há uma situação crítica com relação à doação de órgãos, visto que, segundo o jornal O Globo, as famílias não autorizam a doação em cerca de 50% dos casos. Muitos familiares desconhecem os processos do procedimento e conceitos básicos como morte encefálica, duvidando da segurança da doação. E também é um assunto pouco explorada tanto em campanhas governamentais quanto em outras esferas, como a escolar, dificultando que a população assimile a importância desse ato e fique ciente do assunto.

Segundo a ABTO (Associação Brasileira de Transplante de Órgãos), apenas 1.800 doações das 6 mil possíveis em 2012 foram autorizadas pelas famílias dos pacientes com morte cerebral - é a completa e irreversível parada de todas as funções do cérebro - por conta de pessoas que não foram muito bem informadas sobre doação de órgãos. Há as pessoas que acreditam que pode haver roubo dos órgãos como forma de corrupção nos hospitais, complicando a situação de quem aguarda na lista para receber transplantes.

Existe um bom funcionamento institucional quanto aos transplantes de órgãos, considerando que, ainda segundo o jornal O Globo, 93% dos procedimentos são feitos pelo SUS, pouco se investe no entendimento individual acerca da importância da doação. Porém, esse assunto não é comentado nas escolas em nenhum ano escolar. Isso gera surpresa à família ao sugestionamento dos médicos sobre a importância da retirada dos órgãos, não autorizando devido ao desconhecimento e ao choque de uma situação delicada.

Diante disso, fica claro que a desinformação sobre a doação é um grande obstaculo para poder progredir com a doação. Assim, é dever do Ministério da Educação, incluir o ensino detalhado do procedimento e da importância da doação de órgãos nas aulas de biologia destinadas ao Ensino Médio, com a finalidade de inserir conhecimento para os brasileiro e mostrar a importância de doar órgãos.