Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 10/09/2023
Segundo a pesquisa realizada pela ABTO (Associação Brasileira de Transplante de Órgãos), o número de órgãos capitados para a doação não está sendo o suficiente para suprir a demanda, no ano de 2012, cerca de 6 mil pessoas foram a óbito por morte cerebral, e apenas 1800 dessas familias se tornaram doadoras. Porém com a pandemia da covid-19, o número de transplantes diminuiu drasticamente em mais de 40%, custando a vida de muitas pessoas.
Embora haja campanhas para influenciar este ato, como por exemplo “Setembro Verde”, ainda assim, grande parte da população brasileira não permite a realização do transplante para outros. A situção no Brasil antes do coronavírus já não era comum, pois não se tem a cultura de doação de órgãos, e de acordo com a Legislação Brasileira, apenas a família tem a palavra final em relação a doação de alguma parte do corpo, não garantindo assim a palavra do doador mesmo que antes da sua morte ele tome esta decisão, complicando ainda mais este procedimento.
Além disso, o descaso do governo com os familiares de que precisa de um transplante de coração, peles, córnea, rins etc, deve-se ser uma pauta que precisa viralizar, por ser um assunto pouco explorada pela população e sem vizibilidade dos Estados, principalmente nas comunidades de baixa renda, a doação de córnea por exemplo, é um dos procedimentos mais fáceis, por aguentar até 6 horas após a parada cardíaca do doador, e não precisa necessáraiamente ser diagnosticada como morte cerebral, mas que de acordo com o Sistema Nacional de Transplantes (SNT), atualmente, há 24.319 pacientes na lista de espera, segundo o jornal O Globo, cerca de 50% dos casos são recusados, e 93% dos procedimentos são feitos pelo SUS, pelo simples fato de ultrapassar mais de R$30 mil, dificultando para os mais carentes.
Nesta perspectiva, é de suma importância a melhora na abordagem das campanhas, se tornando um assunto de grande relevância nas escolas, canais de streamings, comerciais e grandes palestras, pois segundo Kant “o homem é aquilo que a educação faz dele”. Com uma boa educação, se garante um país educado e comovido, então, doar órgãos salva vidas.