Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 09/09/2023

Em 1964 médicos no Rio de Janeiro realizam o primeiro transplante de rim do Brasil. O procedimento representou um marco histórico para a medicina no país, contudo, há quem seja apático aos transplantes, o que demonstra um grave problema na sociedade, por dificultar o quadro clínico daqueles que necessitam da doação. Porém isso se deve à carência de conhecimento real sobre o que é exatamente a morte cerebral e a falta de informação da população de um modo geral.

A deficiência do esclarecimento em relação à morte encefálica fragiliza as pessoas. Esse tipo de morte : se dá quando é declarada a parada de todas as funções do cérebro, deste modo independentemente daquele ser humano em que embora ainda possua batimentos cardíacos e funções dos outros órgãos, nunca irá acordar. Por conta disso é necessário a doação dessas estruturas que ainda estão em suas funções normais para realmente salvar outras vidas.

Outrossim a falta de informação do povo brasileiro, de como fazer a doação e de que forma é feito esse processo retrocede o país como um todo, por conta de ser uma das grandes causas para não doar. Na última estimativa feita pelo ABTO: Associação Brasileira De Órgão em apenas um ano foram mais de 43% das famílias das vítimas que recusaram a doação, por não possuírem o conhecimento sobre o procedimento e temer pelo desconhecido.

Em suma, é imprescindível ressaltar a importância da doação de órgãos para a sociedade brasileira. Deste modo o Ministério da Saúde em sua função de proteger e recuperar a saúde dos cidadãos, deve implementar campanhas de conscientização da doação e de como fazê-lo por meio das principais vias de mídia do país, para que assim diminua o percentual de recusa familiar para esse procedimento e assim aumentando a expectativa de vida de muitas pessoas que necessitam.