Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 08/09/2023

No Brasil, se vive uma situação complicada sobre a doação de órgãos, assim como é retratado na série “The Good Doctor”. Trata-se de uma pauta pouco explorada em campanhas governamentais e em outras esferas, por exemplo, a escolar, dificultando que a população assimile e fique ciente da importância do assunto.

A princípio, é relevante ressaltar que pouquíssimas mortes encefálicas são revertidas em doação de órgãos. De acordo com a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, apenas 30% das doações possíveis foram autorizadas pelas famílias dos pacientes com morte cerebral. É notável, que o governo não dá a devida importância a isso, visto que mesmo com os números preocupantes, há um número pequeno demais de campanhas contra o problema, o que torna a situação ainda mais preocupante.

Além disso, vê-se muito raramente o assunto chegar nas instituições de ensino. A filosofia diz que “A promoção de educação de qualidade para todos os alunos, levando-os a construir o conhecimento e a responsabilidade com a dignidade humana e autonomia” ou seja, a escola influencia demais na vida daqueles que vos frequentam. Logo, não incentivar uma solução ao problema que é doação de órgãos, afeta muito na concepção dos jovens sobre o assunto.

Em suma, nota-se que a doação de órgãos se torna um problema cada vez mais alarmante. Para solucionar esse contratempo é de muita importância que o governo, órgão de maior responsabilidade do país, de mais visibilidade ao problema, por meio de palestras e campanhas voltadas para o assunto, com a finalidade de fazer com que as pessoas se tornem mais informadas sobre ele. Assim, aconteceria diferente do que em “The Good Doctor”.