Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 08/09/2023

De acordo com Nicolau Maquiavel, no livro “O Príncipe”, para se manter no poder, o Governo deve operar tendo como objetivo o bem universal. Entretanto, é notório que, no Brasil, o desafio dos dilemas da doação de órgãos rompe com essa paridade, uma vez que prejudica o avanço social brasileiro e afeta a população no dia a dia. Portanto, é imprescindível analisar a escassez de órgãos e a comercialização ilegal de órgãos, pois são os grandes causadores da problemática em questão.

Diante desse cenário, deve-se ressaltar a escassez de órgãos como um dos impulsionadores do dilema da doação de órgãos. Nessa perspectiva, Thomas Hobbes, em seu livro “Leviatã”, defende a obrigação do Estado em proporcionar meios que auxiliem o progresso no corpo social. Entretanto, as autoridades competentes rompem com essa

conformidade. Logo, é inaceitável que a situação perdure na corporação brasileira, caso contrário, trará mais consequências prejudiciais para sociedade.

Ademais, a comercialização ilegal de órgãos é outra causa dessa adversidade. Segundo a filósofa existencialista Simone de Beauvoir, “O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles”. Nesse contexto, o silenciamento sofrido pelas minorias acaba não reivindicando por melhorias no que diz respeito à doação de órgãos, o que colabora com a normalização do problema. Diante disso, é inaceitável que essa situação perdura na sociedade, haja vista que é nociva para o desenvolvimento do País.

Em suma, para a diminuição das dificuldades de doação de órgãos no Brasil, é necessário que medidas sejam tomadas. Para isso, a secretaria de segurança, por meio de votações, deve reforçar a aplicação das leis contra o tráfico de órgãos e tomar medidas para desencorajar o mercado negro de órgãos. Nessa lógica, o intuito de tal ação é solucionar os dilemas da doação de órgãos . Desse modo, será possível que o problema seja gradativamente minimizado no Brasil.