Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 09/09/2023
Nas últimas semanas, os noticiários vêm abordando o transplante de órgãos do apresentador “Faustão”, que necessitava de um coração transplantado e o recebeu. O apresentador teve sua vida salva por alguém que nunca conheceu mas escolheu, ainda em vida, doar seus órgãos em um gesto generoso e que salva milhares de vidas em todo o mundo.
A priori, de acordo com a ABTO (Associação Brasileira de Transplante de Órgãos), apenas no ano de 2021 foram mais de 4,2 mil mortes na fila à espera de um transplante que se tivesse sido feito à tempo, prolongaria a vida daquele indivíduo. Dessa forma, muitos pacientes, em um momento de desespero, acabam recorrendo a um transplante ilegal, que é gerado pelo tráfico de órgãos e gera um grande risco a pessoa que se submete a cirurgia.
Ademais, a doação só pode ser feita com o consentimento dos familiares, e infelizmente ainda é um tabu para diversas pessoas religiosas, que prezam pelo corpo, ou que não tem informações adequadas. Também há de contar com os casos onde o indivíduo atestou em vida sua vontade em doar, mas o processo burocrático até a retirada dos órgãos, faz os familiares desistirem e contrariar o desejo do falecido. Sendo assim, após a recusa à uma perca da utilidade de órgãos que poderiam salvar vidas.
Portanto, é de suma importância que o Ministério da Saúde crie processos menos burocráticos para a doação ser feita com mais rapidez em casos de extrema emergência. Além de a mídia, juntamente com o Governo dos Estados promover campanhas que conscientizem a população à doar seus órgãos, como: palestras, propagandas, projetos em bairros, etc. Como também é necessário um maior preparo dos profissionais da saúde brasileiros para abaixar a taxa de falhas em transplantes de risco. Assim, há de haver uma sociedade mais empática e mais pessoas terão a chance de viver por mais tempo, devido a um gesto nobre.