Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 09/09/2023

Apesar de a doação poder salvar inúmeras vidas, grande parte da população ainda continua se negando a aderir ao método de doação, já que existem alguns conceitos que são desconhecidos pelas pessoas, como a questão da morte encefálica. Motivados pela falta de conhecimento e às vezes por questões religiosas, os familiares acabam não permitindo que os órgãos sejam retirados por terem a esperança de que o parente ainda esteja vivo.

Segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, 43% das famílias recusaram a doação de órgãos de seus parentes após morte encefálica comprovada em 2021, isso mostra que das vítimas de morte encefálica, poucos doam seus órgãos por conta de parentes que negam e desconhecem os requisitos de doação. Por se tratar de uma situação muito delicada e que poucas famílias discutem, na hora em que o parente falece, a primeira reação é negar a doação. Muitas vezes eles acreditam que o paciente possa se recuperar, não aceitam por questões religiosas ou têm medo do tráfico de órgãos.

Ainda assim, o tema não é devidamente debatido. Não existem campanhas suficientes ou discussões em escolas e locais públicos. A pauta, portanto, na hora em que a família tem que discutir o assunto se torna um choque emocional que leva à negação.

Portanto, tendo em vista os dados apresentados, fica evidente que a falta de disseminação do tema “doação de órgãos”, é uma das principais causas da recusa da doação por parte dos familiares. É dever do estado realizar campanhas de conscientização e o Ministério da Educação explicar o procedimento e a importância da doação de órgãos, para que assim, inúmeras vidas possam ser salvas.