Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 09/09/2023
Na obra cinematográfica “The God Committee”, dirigida por Austin Stark, aborda as difíceis decisões de um comitê de transplantes de um hospital de Nova York para se definir quem receberá um coração que acaba de chegar, a obra procura discorrer sobre as dificuldades dos pacientes que necessitam receber doações de órgãos. Percebe-se, na atual realidade brasileira, o cenário não é diferente. Muitos cidadãos sofrem nas filas de espera para receber doações que muitas das vezes não chegam. Isso ocorre devido a muitos familiares desconhecem os processos sobre o procedimento e conceitos básicos como morte encefálica, duvidando da segurança da doação.
De começo, de acordo com a ABTO, de 6 mil pessoas que tiveram morte cerebral (em 2012), somente 1.800 se tornaram doadoras, ou seja, ainda existe uma aderência muito baixa por conta de parentes que negam e desconhecem os requisitos de doação. Por se tratar de uma situação muito delicada e que poucas famílias discutem, na hora em que o parente falece, a primeira reação é negar a doação. Se o assunto não surge espontaneamento dentro dos lares brasileiros, é dever do Estado proporcionar esse debate nos mais variados âmbitos sociais.
Em suma, são necessárias medidas que atenuem a doação de órgãos. Logo, a fim de salvar diversas vidas quando a hora chegar, cabe ao governo investir mais em campanhas que sejam feitas nas escolas, nos metrôs, ônibus e locais públicos, na televisão e nos meios de comunicação com o intuito claro de fazer com que as pessoas passem a ser mais abertas à ideia de doação de órgãos. Assim, a problemática será praticamente resolvida no Brasil e as pessoas viverão mellhor e mais informadas sobre assuntos que são realmente relavantes a todos.