Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 09/09/2023
Em seus estudos na área da Análise do Discurso, Foucault constatou que alguns assuntos recebem mais visibilidade na sociedade em detrimento de outros. Nesse sentido, ao tomar como base a teoria sobredita, verifica-se sua coerência ao relacioná-la ao Dilemas da doação de órgãos, pois essa questão merece maior destaque na sociedade brasileira, o qual é motivado pela ineficiência dos procedimentos e pela dúvida da segurança do procedimento.
Nesse sentido, constata-se a formação de um pensamento massificado como uma das causas do dilema da doação de órgãos. Sob esse viés, segundo Michel Foucault, alguns discursos – chamados de hegemônicos – prevalecem na sociedade moderna, os quais manipulam o comportamento coletivo. Acerca disso, no contexto brasileiro, a teoria sobredita é constatada a partir da ineficiência de procedimentos faz com que sejam perdidos órgãos e com a má preparação de equipes médicas faz com certos transplantes sejam ineficazes.
Além disso, a má postura social contribui para a questão do dilema da doação de órgãos no País. Acerca disso, segundo o sociólogo Erving Goffman, em sua teoria da “Mortificação do Eu”, os indivíduos são coagidos pelo meio a fim de adotar uma determinada conduta. Sob essa óptica, tal perspectiva se aplica ao âmbito nacional, pois a população, por influência da falta de informação passada em relação a doação de órgãos e como ela funciona.
Infere-se, portanto, a necessidade de combater os problemas enfrentados pela ineficiência dos procedimentos e pela dúvida da segurança do procedimento. Para isso, é necessário que o Ministério da Saúde, o qual corresponde ao setor governamental responsável pela administração e manutenção da Saúde pública no Brasil, deve mostrar e incentivar, por meio de campanhas governamentais quanto em outras esferas, como a escolar. Tal atividade possui intuito de mostrar os benefícios da doação de órgãos. Desse modo, espera-se uma sociedade que pense mais no próximo.