Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 09/09/2023
A doação de órgãos após o óbito vem crescendo nos últimos anos, o número de doadores em São Paulo aumentou em mais de 10% este ano, na comparação com o ano passado. Isso só foi possível pois mais pessoas se conscientizaram da importância de ser um doador e salvar vidas.
Porém, muitas famílias não possuem essa consciência, justamente por falta de informação sobre o tema e a falsa idéia de “preservar” o falecido, acabam não autorizando a doação dos órgãos, o que acarreta na diminução de doadores e consequentemente um aumento na fila de espera para doadores compatíveis, segundo dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), a fila de transplantes ultrapassa 50 mil indivíduos, e porcentual de recusa, em 2022, foi de 47%, atingindo um recorde. Esses números se dão, tanto pela falta de informação e comunição com os familiares para que haja uma maior taxa de doadores, quanto pela dificuldade da compatibilidade genética entre o doador e o receptor.
Para o aumento de doadores de órgãos e a diminuição da fila de espera para transplante, é necessário o apoio do governo, criando campanhas e publicidades de incentivo a doação de órgãos. Também são necessários profissionais da saúde qualificados para identificar a morte cerebral, selecionar doadores compatíveis, realizar transplante e dar apoio emocional aos familiares do falecido.