Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 11/09/2023
Quando a última solução da vida passa por outra pessoa, é um momento delicado. Esse acontecimento ocorreu com o apresentador conhecido como Faustão . Porém, pela rapidez da doação do coração, surgiram diversos dilemas sobre o transplante de órgãos no Brasil. Nesse sentido, a falta de confiança no Sus(Sistema Único de Saúde) e a de hábitos saudáveis favorecem a problemática.
Em primeira análise, ressalta-se a descredibilidade com a instituição. Antes da doação do órgão, a família é quem decide(caso o usuário esteja morto) se doa ou não, mas, se houver alguma desconfiança sobre para quem vai o tratamento ou o tratamento com o tecido corpóreo, aumenta a negação. Sob essa ideia, o podcast “Café da Manhã” resolveu gravar um episódio explicando os critérios da lista, esclareceu que a urgência é o principal sentimento para efetuar a cirurgia, e que há um sistema que controla os órgãos que estão disponíveis, a fim de evitar perda. Logo, para o acontecimento da ação, deve haver confiança.
Além disso, outro ponto que merece destaque são os hábitos danosos. A base do transplante de órgãos é a boa saúde na vida útil. Entretanto, a ocorrência do tabagismo, por exemplo, interfere no coração, veias, pulmões e isso faz com que pouco seja aproveitado as partes do corpo. Assim, políticas públicas de vigor caminham juntas com a doação.
Portanto, o Ministério da Saúde, órgão responsável pela administração pública dos hospitais, deve criar uma campanha que explique o funcionamento das doações e que incentive hábitos saudáveis, por meio dos canais estatais como o Canal Brasil, a fim de promover o transplante de órgãos e de ações de bem-estar.