Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 12/09/2023
A Constituição Federal de 1988 garante a todo indivíduo o direito à saúde. Contudo, nota-se que o Brasil enfrenta problemas na garantia à saúde de sua população, uma vez que parte dessa necessita de doação de órgãos para sobreviver, e não tem essa necessidade suprida. Nesse prisma, nota-se a disparidade entre o número de pessoas que aguardam transplante e o número de pessoas dispostas a doar, fato motivado pela insciência da população acerca do processo concernente à doação, o que gera insegurança no momento da decisão por doar, ou não, os órgãos de um falecido.
Em primeira análise, destaca-se a falta de conhecimento da população brasileira acerca do processo de doação de órgãos. De maneira análoga a isso, de acordo com dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), 43% das famílias com possíveis doadores com morte encefálica no Brasil mostraram-se avessas à doação em 2018. Dessa forma, conclui-se que a falta de conhecimento acerca do processo de doação de órgãos pode levar as famílias a optar pela não doação. Portanto, faz-se mister permitir com que todos tenham acesso aos requisitos e processo envolvidos no transplante de órgãos.
Outrossim, nota-se a insegurança por parte das famílias brasileiras no momento da decisão por doar, ou não, os órgãos dos falecidos. Entretanto, segundo estudo feito por alunos do Centro Universitário de São Camilo, um dos fatores que limita a doação de órgãos, segundo Clausell, participante do estudo, é a falta de cuidados adequados com o doador. Esse fator pode gerar insegurança nas famílias no instante da tomada de decisão, uma vez que não há garantia de cuidado para com o corpo do falecido. Logo, faz-se necessário corrigir essa problemática.
Portanto, conclui-se que é papel do Governo investir em políticas públicas de saúde no dever de garantir a doação de órgãos àqueles que necessitam. Com isso, os núcleos midiáticos devem incentivar a adesão à causa e informar a população sobre o devido cuidado para com o doador e para com o receptor que ocorre no processo de doação, por meio da propagação de informações pertinentes a essa contribuição. Assim, o direito garantido pela Constituição será realidade no Brasil.