Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 12/09/2023
Reside no senso comum nos tempos hodiernos, no meio técnico-cientifico informacional brasileiro o estigma de que a doação de órgãos em território nacional é amplamente concebida e que chega a todos. No entanto esta ideia é falaciosa haja vista que a doação de órgãos ainda é escassa no Brasil.
Em primeira instancia, interpreta-se o pensamento do renomado filósofo Jean Jacques Rosseau ´´ o homem nasce bom e a sociedade o corrompe´´. Deste modo, vemos que a doação de órgãos se faz de maneira voluntaria, sendo o paciente que confirma a doação, ou em caso de sua morte, a família, neste sentido a criação das pessoas pautadas no individualismo e sem empatia para com o próximo faz com que estes citados não queiram doar os órgãos e faz com que as filas de espera para a doação de órgãos aumente exponencialmente, chegando a esperas de mais de 14 meses muitas vezes.
Em segunda instancia observa-se a frase do inglês Thomas Hobbes ´´o homem é o lobo do homem´´ . Neste contexto, vemos que a grande maioria dos que precisam de transplantes de órgãos, são por causas externas, concebidas muitas vezes por maus hábitos durante a vida. De tal maneira vemos que o homem se faz o lobo de si próprio, pois este mesmo que se faz precisar de transplantes ao levar uma vida consumindo péssimos alimentos a saúde e com sedentarismo. Ademais observa-se também que aquele que criou e produz os mau-consumáveis e estilo de vida sedentário, também é chamado de homem, mesmo que este cause a morte de milhões em todo o mundo, corroborando também a ideia de Thomas Hobbes.
Diante dos argumentos supracitados, evidencia-se a necessidade de expandir a doação de órgãos. Neste caso por meio da educação básica desde a infância, estimulando a empatia e estimulando a saúde na futura geração mostrando-os quais são alimentos e consumíveis saudáveis e não saudáveis e o que causam a longo prazo de uma vida longeva.