Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 12/09/2023
As controvérsias da doação de órgãos
Com o avanço da medicina, doar órgãos já se tornou uma ação menos complicada de realizar, além de ser fundamental para salvar vidas. No entanto, ainda surgem complexos dilemas que permeiam essa questão e geram muitas controvérsias nos dias de hoje.
Doar órgãos pode parecer uma decisão simples para algumas pessoas; no entanto, diversos fatores apontam o contrário. Durante a quarentena, por exemplo, os transplantes de órgãos sofreram uma queda significativa. Dados do Ministério da Saúde mostram que as doações reduziram de 15.827 para 9.952, o que representa uma diferença de trinta e sete por cento apenas durante a pandemia.
Entretanto, a pandemia não é a única causa para a diminuição no número de transplantes. A população brasileira enfrenta o desafio da Negativa Familiar. Para que seja diminuída a falta de doações, a permissão da família ajudaria em 44% no sucesso desses procedimentos. Essa falta de apoio familiar ocorre tanto pela desinformação da população em relação à importância de se tornar um doador quanto por tabus sociais que afetam grande parte da população brasileira.
Torna-se evidente, portanto, que o tema precisa de atenção e investimento para ser possível mudar os alarmantes números da fila de espera de doações, que apenas crescem. A falta de acesso a informações adequadas para identificar um doador é um fator presente, como mencionado na pandemia, que gerou menos acesso e interesse no assunto. Além disso, a maior negativa familiar poderia também ser evitada ou diminuída com a conscientização da população por meio das mídias sociais e campanhas educativas realizadas pelos especialistas da área, com o apoio do governo, para que a distribuição de órgãos seja justa e eficaz para todos que necessitam.