Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 12/09/2023
Quando estamos em uma roda de pessoas e falamos sobre o momento em que morrermos, e perguntamos: “você quer ser cremado ou enterrado”, por que não incluir “você quer doar seus órgãos?”. Vidas podem ser salvas, mas para isso os familiares precisam saber que você é um doador.
Devido a essa falta de conhecimento por parte dos familiares, muitas pessoas deixam de receber os órgãos esperados, enquanto a fila de espera só aumenta. De acordo com a Assembleia legislativa do Estado do Piauí em 2019, a fila de espera por órgãos estava em aproximadamente 38 mil pessoas. O que dificulta bastante é que muitas pessoas querem doar, mas não avisam a parentes próximos. Segundo Patrícia Jung, que enfrentou esse problema, a questão da doação só aparece, muitas vezes, quando a morte encefálica do doador é notificada, o que atrapalha bastante o processo, já que em alguns casos, como coração e pulmão, a doação é de extrema urgência.
Junto a isso, o tráfico de órgãos também atrapalha na fila de espera. Depois da criação do Sistema Nacional de Transplantes, a fila de espera é única, o que facilita o controle e evita que pessoas com maior poder aquisitivo sejam atendidas primeiro. No entanto, o transplante ilegal de órgãos ainda acontece, atingindo pessoas em situação de vunerabilidade, que veem como solução a venda de seus órgãos, agindo de forma não segura e ilegal, já que, paara a doação é necessário toda uma autorização.
Visto isso, é de extrema importância que seja inserido no meio das conversas e debates a questão da doação de órgãos, os cidadãos precisam estar cientes da situação das pessoas que estão esperando por um transplante de órgão, e de como fazer para se tornar um doador. Para isso, o Sistema Nacional de Transplantes deve fazer campanhas e anúncios em redes de comunicação com informações necessárias sobre como doar e a importância dessa conversa em nosso meio.