Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 11/09/2023

A contribuição de órgãos é um gesto de amor e solidariedade, pois preserva vidas. Contudo, ainda existem diversos obstáculos que entravam a contribuição de órgãos após o falecimento, incluindo a resistência familiar e a escassez de infraestrutura nesta área da saúde. É imperativo que medidas sejam implementadas para superar os dilemas que impedem a realização desse ato benevolente.

Primeiramente, há uma relutância por parte dos familiares em relação a esse tópico, uma vez que a contribuição de órgãos só pode ser efetuada mediante o consentimento dos parentes do indivíduo falecido. Com frequência, eles recusam essa prática devido à incerteza quanto à vontade do falecido em relação à doação de seus órgãos, o que resulta na falta de órgãos disponíveis para aqueles que necessitam deles para sobreviver.

Em segunda instância, existe uma carência de organização no que diz respeito à contribuição de órgãos, pois algumas localidades não dispõem de um atendimento abrangente. De acordo com informações do site “Coração Brasiliense”, a capital federal apenas realiza três tipos de transplantes: coração, córneas e rins. Isso se deve, principalmente, à falta de investimento do Estado nessa área, bem como à necessidade de capacitar médicos para executarem outros tipos de transplantes. Tal situação prejudica a doação de órgãos, já que quanto menor for o investimento nesse setor, menor será a quantidade de contribuições.

Diante desses desafios, ações precisam ser adotadas, como incentivar os familiares a dialogarem sobre o tema, expressando suas opiniões quanto à possibilidade de contribuir com seus órgãos no caso de necessidade. Além disso, é fundamental que o Estado invista em infraestrutura adequada nesta área e na formação de médicos especializados em diversos tipos de transplantes, visando garantir que todos os serviços relacionados à contribuição de órgãos estejam disponíveis em todo o território brasileiro.