Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 12/09/2023
Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 57 mil pessoas precisaram de um transplante de órgãos no último ano no Brasil. Esse dado levanta um dilema muito grande em todo o país sobre a doação de órgãos que por sua vez, pode ser a forma de salvar a vida de alguém ou a forma de desonrar o corpo após a morte. Isso ocorre, por grande parte das vezes, porque a família não recebeu a orientação necessária sobre os processos da doação ou por motivos de religião e, até mesmo, de desinformação, que já foi instaurada na cultura brasileira, um problema que precisa ser resolvido.
Segundo um artigo publicado pelo Hospital São Camilo, cerca de 40% da população, incluindo profissionais da saúde, desconhecem o processo para uma doação de órgãos no Brasil e esse fato gera uma dificuldade no aumento no número de doações, visto que a população desconhece o caminho para se tornar um futuro doador.
Nesse sentido, o mesmo artigo cita que 70% das famílias não sabem quando parente se torna um doador em potencial, isso mostra como a doação de órgãos foi pouco dissipada na cultura do povo brasileiro e, além disso, ocorre uma grande dissipação de desinformação sobre o assunto. Uma notícia divulgada pelo hospital Unimed mostrou alguns dentre os vários mitos que foram espalhados sobre a doação como, por exemplo, que “se os médicos descobrirem que você for doador, não se esforçam para te salvar” ou até mesmo que “os corpos ficam desfigurados após a doação”.
Portanto, visto isso, é de suma importância o governo federal, junto com a Secretaria da Saúde promover campanhas para a conscientização de como são os processos reais de uma doação de órgãos, fazendo isso por meio das redes sociais, propagandas, revistas, novelas, etc. Além disso, é essencial o poder legislativo, em parceria com o poder judiciário do país, criar leis que obriguem aos hospitais capacitarem seus profissionais com o conhecimento sobre as informações básicas de um processo para doação de órgãos e contradizer as mentiras ditas sobre esse procedimento. Logo, conclui-se que, adotando tais medidas, pode-se melhorar o índice de doação no Brasil e salvar mais pessoas.