Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 12/09/2023

Em um mundo onde a medicina e a tecnologia avançam a passos largos, a doação de órgãos emerge como um dos maiores avanços da saúde moderna, oferecendo a promessa de salvar vidas. Entretanto, com esse avanço surgem dilemas éticos, legais e sociais, dificultando sua aceitação. Sob essa ótica, destacam-se dois aspectos importantes: a falta de conhecimento sobre os processos e os dilemas éticos presentes na sociedade.

Em primeira análise, é notória a falta de conhecimento da população sobre a importância da doação de órgãos e como ela é efetuada. Conforme pesquisa realizada pelo Hospital Albert Einstein, muitos mitos ainda são propagados em relação a esse ato, como a ideia de que a doação deixa o corpo deformado ou que a família teria que arcar com os custos da cirurgia, prejudicando o entendimento do assunto e criando barreiras na sociedade. Desse modo, cabe às redes médicas propagarem mais conhecimentos e verdades sobre o assunto, esclarecendo dúvidas e incentivando as pessoas a salvarem vidas.

Em segunda análise, é notória a presença de dilemas éticos que impedem a livre aceitação desse avanço. Conforme isso, esses problemas estão presentes na nossa sociedade através de questões como a comercialização de órgãos, exemplificada na série da Netflix “Coração Marcado,” que apresenta uma narrativa voltada para o tráfico de órgãos, expondo um dilema ético sobre a ausência de conscientização do doador. Trazendo para a realidade, esse mercado negro está presente e resulta em diversas mortes e transplantes clandestinos, influenciados por dinheiro e crimes. Dessa maneira, cabe uma lei mais severa e segura para garantir igualdade a todos nessa luta pela vida.

Depreende-se, portanto, a busca por maneiras de enfrentar os dilemas da doação de órgãos. Com isso, cabe as redes públicas responsáveis pela saúde conscientizar a população e criar um ambiente saudável e seguro, através de leis que impeçam a compra e venda e informações que transmitam verdades e transparência sobre esse processo, como palestras e apresentações de pessoas que podem ser salvas, a fim de garantir uma sociedade mais compreensiva e mente aberta. Somente assim, permitiremos que esse avanço continue a salvar vida.