Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 12/09/2023
No Brasil, o dilema da doação de órgãos é um problema preocupante. Isso porque milhares de brasileiros poderiam ser salvos com essa importante ação. Nesse contexto cita-se a falta de informação das pessoas e pouca discussão sobre o assunto, tendo por consequência a queda na taxa de mortalidade dos pacientes que estavam aguardando os órgãos na fila de espera. Desse modo é preciso que haja uma mudança dessa situação.
Com efeito, o dilema da doação de órgãos tem várias causas e uma delas é a falta de conhecimento dos familiares que não buscam entender o assunto, visto que, de acordo com a ABTO ( Associação Brasileira de Transplante de órgãos), em 2012, de 6 mil pessoas que tiveram morte encefálica somente 1.800 se tornaram doadoras. Isso mostra uma grande falta de informação da parte dos familiares dessas pessoas, que poderiam ter salvado outras vidas, caso tivessem feito a doação. Assim há a consolidação de um cenário preocupante.
Por conseguinte, a falta de doação ocasiona no aumento da taxa de mortalidade. Durante a espera de novos órgãos, milhares de brasileiros acabam não resistindo, por não possuírem condições de saúde o suficiente para esperar por tanto tempo. Nesse âmbito, o site “summitsaude” informou que em 2020 a ABTO divulgou que o número de doações caiu e a taxa de mortalidade de quem está na fila de espera aumentou de 10% a 30%. Com isso, é urgente uma ação dos profissionais de saúde.
Portanto a não doação dos órgãos é uma problemática que precisa ser solucionada. Para isso, cabe aos profissionais de saúde - no dever de garantir a saúde de grande parte da população brasileira - explicarem aos familiares que as doações podem salvar outras vidas, e esclarecer todas as dúvidas que eles tiverem sobre o assunto. Isso pode ser explicado de uma forma empática, com a finalidade de convencer as famílias a permitirem a doação dos órgãos da pessoa. Dessa forma, haverá a formação de um país mais saudável.