Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 13/09/2023

No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, mais de 60 mil pessoas aguardam por transplante de órgãos, sendo que mais de 37 mil necessitam um transplante de rim. Dito isso, é nítido que há diversos dilemas para a doação de órgãos no Brasil. Sendo assim, deve-se ter em mente que tais dificuldades se fazem problemáticas pois descumprem o artigo 196 da Construção Federal e ocorrem devido à queda do número de doações, à alta demora na fila de espera, à incompatibilidade do órgão doado e ao fato dos recusa familiares.

Primordialmente, levando em consideração o que foi dito no primeiro parágrafo, a queda no número de doações, que de acordo com dados do Centro Nacional de Transplantes em 2019 houve mais de 9 mil doadores enquanto em 2022 houve um pouco mais de 8 mil doadores. Tendo isso em mente há ligação entre essa redução e a recusa dos família, já que 45% dos famílias não concordaram com a doação em 2022, como é apresentado em matéria da CNN. Dessa forma, como consequência houve uma contagem de 4,2 mil mortos na fila de espera.

Nesse aspecto, deve-se ter em mente que é incompatibilidade do órgão doado também é um dilema sofrido pelas pessoas que aguardam transplante. Com base nisso, um levantamento de CNT mostra que de 22 mil ofertas de transplante 63% foram recusados por problemas de saúde do doador. Nesse caso, a aceitação do órgão leva em consideração a presença de doenças carregadas pelo doador, vida útil do órgão após a morte ou retirada do doador ainda vivo e até mesmo o tipo sanguíneo do doador.

Portanto, com base nos fatos apresentados, o governo federal por meio do Ministério da Saúde, deve divulgar o Projeto de Lei 920/21 que concede auxílio-funeral para a família a família do doador. Além disso, o Ministério da Ciência e Tecnologia também deve ser acionado para investir na pesquisa de tecnologias para criação de órgãos artificiais. Dessa forma teremos como resultado diminuição da fila de espera, que terá como consequência redução da mortalidade entre os pacientes e também haverá maior conscientização sobre a doação de órgãos, resultando na quebra desse tabu.