Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 13/09/2023

Atualmente o Brasil está em segundo lugar quando o assunto é doação de órgãos, atrás apenas dos EUA, pode até parecer uma simples decisão doar os órgãos de alguém que já não tem mais a possibilidade de viver, porém, não é bem assim, há muitos fatores que acabam por complicar essa tomada de decisão, que é exclusivamente tomada pela família.

Existem dois tipos de doadores de órgãos, o doador vivo e o doador morto. O doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea ou parte do pulmão, esse caso ocorre normalmente quando um familiar necessita de uma doação. Já o doador morto pode doar estes órgãos já citados mais o coração, o pâncreas e o pulmão, este caso é acaba sendo mais complicado por muitas vezes a família tem uma certa resistência na hora de doar.

Grande parte das famílias possui um grande receio em doar os órgãos de seus entes que sofreram uma morte encefálica, muitas vezes por não aceitarem a morte do mesmo, por possuírem uma grande esperança de aquela pessoa pode voltar, que ao permitir a doação dos órgãos os familiares sentem que estão tirando a última esperança da quela pessoa de voltar, que estão de certa forma “matando” ou desistindo daquele familiar.

Algo que pode ajudar a família a tomar a decisão de doar os órgãos é o profissional demonstrar empatia, se sensibilizar com a situação, para acalmar e trazer um certo conforto para as pessoas, que nesses casos, estão passando por um momento muito difícil da vida, sofrendo com o luto. Ao acalmar a família fica mais fácil de explicar e conscientizar que não há como salvar aquele parente, mas a como salvar o parente de outro alguém que precisa muito da doação.

A doação de órgãos é um assunto complicado, pois não tem um lado errado, não há como fazer que as pessoas tomem decisão melhor quando a mesma acaba de perder um pai, um filho, etc. Só resta deixar essa decisão um pouco mais fácil de ser tomada pela família, sem colocar muita pressão na mesma que no momento estará passando por uma situação horrível. Memo que não tenha certeza que a família irá doar se pode aumentar as chances disto ocorrer, talvez assim salvando uma ou mais vidas.