Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 12/09/2023
Com os avanços da tecnologia na área da medicina, tornou-se viável a realização de procedimentos significativos, como o transplante de órgãos, que envolve uma intervenção cirúrgica para substituir células, tecidos e outros componentes. No entanto, obstáculos como a falta de conhecimento da sociedade sobre o tema e a falta de preparo dos profissionais de saúde para disseminar essas informações resultam em desafios que dificultam o aumento das doações de órgãos.
Nesse sentido, é importante destacar que a carência ou a ausência de informações sobre a doação de órgãos gera incertezas nas pessoas. Como a crença religiosa, que leva os familiares a manter a esperança de uma intervenção divina, mesmo quando a morte é evidente, o que faz com que eles relutem em concordar com a doação. Além disso, o medo de serem rejeitados pelos parentes, devido à falta de clareza nas informações sobre os procedimentos médicos, muitas vezes leva os doadores a desistirem. Portanto, fica claro o quão essencial é capacitar profissionais de saúde, para atuarem como educadores na comunidade sobre esse assunto.
Além disso, um estudo conduzido pela ABTO revela um notável aumento de 15,7% no número de doadores no primeiro semestre de 2017, em comparação com o período de 2016. Isso ressalta a necessidade de profissionais capacitados que atuem como instrutores, não apenas para os potenciais doadores, mas também para seus familiares, a fim de promover a aceitação da doação de órgãos. Dessa forma, é possível alterar a percepção pública em relação ao que é disseminado pelos meios de comunicação. Em outras palavras, a influência que os profissionais de saúde têm sobre a população em relação à prática de transplantes é significativamente maior do que qualquer outro setor e, portanto, merece um investimento mais robusto.
Nesse contexto, o governo, com o apoio do Ministério da Saúde, deve assumir a responsabilidade de encontrar soluções eficazes para a escassez de doadores ativos. Isso requer investimentos significativos na aprimoramento da infraestrutura hospitalar, abrangendo melhorias nos recursos como medicamentos, equipamentos e, principalmente, o aumento da quantidade de médicos.