Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 13/09/2023

Vivemos em um mundo repleto de inovações científicas, com milhares de avanços que acontecem todos os dias, uma das coisas mais extraordinárias quem vem aprimorando suas técnicas nos últimos anos é o transplante de órgãos, é ainda mais surpreendente ver a quantidade de pessoas que são salvas todos os dias com essa ação, mas também é grande o número de pessoas que ainda lutam em uma fila esperando para salvarem suas vidas.

Grande parte do problema está na busca por possíveis doadores, o nosso país ainda luta pela normalização e aceitação da doação de órgãos, por ser algo pouco discutido na mídia, milhares de brasileiros não dão a devida importância a esse assunto. Em 2021 a recusa para doação foi de 42%, de acordo com os últimos dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos - ABTO. Devido ao fato de muitos não conhecerem os procedimentos e os conceitos básicos, atualmente cerca de 3 mil pessoas estão em uma fila esperando uma doação de órgãos no Brasil, segundo dados do Sistema Nacional de Transplantes.

Muitos depoimentos são postados nas redes sociais de pessoas que foram agraciadas por uma segunda chance de viver a partir da doação de alguém, como é o caso da jovem, Jaqueline Tebaldi, que diz em uma entrevista: “Antes eu sobrevivia, hoje eu vivo”, que aos seus 2 anos de idade recebeu o diagnóstico de fibrose cística, e apenas com seus 18 anos recebeu um doado compatível para o transplante.

Portanto, faz-se imprescindivel a tomada de medidas resolutivas quanto a dificuldade e dilema da doação de órgãos. Para isso, compete a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, cuja função é estimular o desenvolvimento de todas as atividades relacionadas com transplantes de órgãos no Brasil. Dar mais visibilidade aos casos existentes através de campanhas de doações de órgãos e de anúncios públicos feitos pelo Ministério da Saúde, a fim de mostrar a população a importância dessa ação. Servindo de incentivo a população brasileira.