Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 13/09/2023

A doação de órgãos no país é crítica, onde mais de 53 mil pessoas estão à espera do transplante de algum órgão. A recusa para doação em 2021 foi de 42%, de acordo com os últimos dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos.

Isso acontece, em sua maioria, por conta dos familiares, na qual desconhecem os processos sobre o procedimento e conceitos básicos o que acaba gerando dúvidas na segurança da doação. A doação de órgãos ainda está cercada de varias desconfianças e pouco se fala sobre o tema, pois envolve a vida e a morte, na qual são assuntos que ainda são considerados tabus e são poucos discutidos dentro da sociedade. Além disso, trata-se de uma pauta pouco explorada tanto em campanhas governamentais quanto em outras esferas, dificultando que a população assimile a importância desse ato e fique ciente dos pormenores do assunto.

Ao contrário do que muitos pensam, é possível fazer a doação de órgãos em vida. Mais que uma bela ação, a  doação de órgãos dá a chance de salvar vidas e assegura às pessoas que recebem, uma vida mais confortável e tranquila.

Antes de tudo, é relevante ressaltar que uma parte muito pequena das mortes encefálicas, é revertida em doação de órgãos. São aproximadamente 2.642 pessoas que poderiam doar seus órgãos, mas com a recusa de familiares impossibilitou o transplante. Enquanto isso, mais de 48 mil pessoas esperam por algum tipo de doação de órgãos.

Um modo de mudar o pensamento de muitas pessoas sobre o assunto é implantar o conhecimento e a importância da doação de órgãos nas escolas, de modo que as crianças possam se informar e assim informar os seus pais. De forma que não fiquem com receio de comentarem sobre a doação em locais públicos.