Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 21/09/2023
O filme “Sete Vidas”, protagonizado pelo famoso ator americano Will Smith, narra a jornada de um agente de imposto de renda que decide salvar a vida de pessoas desconhecidas através da doação de órgãos. Saindo da ficção, é possível realizar uma comparação entre a obra e a realidade brasileira, onde o dilema da doação de órgãos é cada vez mais presente na sociedade. No entanto, apesar dos avanços médicos e das campanhas de conscientização, o dilema ético e moral em torno dessa prática ainda persiste. Neste contexto, faz-se necessário refletir sobre os desafios e as possíveis soluções para garantir o acesso equitativo aos transplantes, ao mesmo tempo em que respeitamos a autonomia individual.
Em primeiro lugar, o Brasil é o segundo país do mundo que mais realiza transplantes, atrás apenas dos Estados Unidos. Entretanto, o número tende a cair devido à recusa familiar. Segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), 43% das famílias recusaram a doação de órgãos de seus parentes após morte encefálica comprovada em 2021, o que torna a problemática mais preocupante.
Em segundo lugar, é necessário uma melhoria nas campanhas de conscientização. O Ministério da Saúde lançou o Dia Nacional da Doação de Órgãos, de acordo com o ministério, a campanha foi veiculada em TV, rádio, mídia exterior em lugares de grande circulação de pessoas, em portais online, além de redes sociais. O material mostra a importância de conversar e elucidar sobre a prática da doação para os familiares, que serão os responsáveis por essa decisão.
Em conclusão, o Governo Federal, adjunto ao Ministério da Saúde, deve realizar campanhas mais enfáticas, por meio dos diversos canais e meios de comunicação supracitados, visando clarificar a visão social sobre a contribuição com o banco de órgãos, além de acalentar famílias que estejam passando pela perda de um amigo ou familiar cujo é possível a preservação dos órgãos, para que enfim o dilema sobre a doação de órgãos no Brasil seja sanado.