Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 28/10/2023

No anime “One Piece”, em um de seus arcos, Triller Bark, o vilão principal, Geko Moria, juntamente ao Doutor Hogback fazem uso de várias partes do corpo humano de indivíduos, para criar um exército de zumbis. Fora da ficção, a dificuldade em se encontrar órgãos saudáveis para doação vem se tornando um grande dilema. Sendo assim, é importante destacar que isso se deve à falta de informação e ao preconceito.

Nessa perspectiva, deve-se considerar que a carência de informações sobre a doação de órgãos é um fator deveras preocupante. De acordo com Francis Bacon, “Saber é poder”, ou seja, ter conhecimento sobre os processos de doação é fulcral para o aumento dessa contribuição. Desse modo, é imperioso salientar que, a insuficiência de dados em circulação sobre como ocorre a doação de órgãos, termina por limitar a quantidade de donativos aos hospitais, além de, inevitavelmente, causar a morte de milhões de pessoas pela escassez de estruturas internas saudáveis e compatíveis.

Somado a isso, pode-se acentuar o fato de que a pré-concepção “enraizada” na sociedade atual interfere no progresso do aumento de doações. Durante a Segunda Guerra Mundial, no século XX, os alemães perseguiram vários grupos de pessoas, tais como judeus, negros, ciganos e deficientes físicos e mentais, por, simplesmente, os considerarem impuros e inapropriados para a contemplação da raça ariana. Desse modo, fica claro que o preconceito é disseminado há muito tempo pela população mundial, assim como ocorre com a doação de órgãos, na qual o tráfico é um dos assuntos mais recorrentes. Com efeito, o contrabando de órgãos é geralmente associado à uma ideia negativa, o que, infelizmente, opera como um fator contrário a efetivação de donativos aos necessitados.

Enfim, conclui-se que o melhor caminho a se seguir é o da conscientização. O Governo Federal, instituição de maior poder em um país, juntamente ao Ministério da Comunicação deveriam realizar uma campanha de conscientização, por meio de postagens nas redes sociais (Instagram, Facebook, TikTok, entre outros). E palestras abertas ao público sobre a importância da doação, a fim de criar uma sociedade mais empática que se preocupa com o próximo e diminuir o número de mortes.