Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 21/04/2024
No filme ’’ Uma prova de amor ’’ é descrito a doação de órgãos entre duas irmãs, em que uma havia sido diagnosticada com câncer e o processo de prolongamento de vida devido o transplante. Fora da ficção, infelizmente, o Brasil tem entraves para o processo de doação de órgãos, e a situação cinematográfica descrita é pouco frequente na realidade. Nessa conjuntura, não só a desinformação da populção com o processo, mas também a ineficácia estatal são agravantes da problemática.
Primordialmente, a falta de informação sobre o processo de doação de órgãos é propulsor do problema. Nessa análise, segundo o fiilósofo Habernas os meio de comunicação são necessários para a formação de opinião. Dessa forma, a falta de exposição do tema nas mídias são agravantes da desinformação, conforme teroria habernina. Assim, uma vez que a escassez de notícias sobre o processo de doação de órgãos e a forma de realização do procedimento deixam a população desconfiada sobre a confiabilidade do procedimento médico. Por isso, por inércia, o meios de comuncação contribuem com a problemática.
Além disso, a má gestão governamental em garantir um serviço de saúde adequado aos seus cidadãos contribui com a escassez de doação de órgãos no país. À vista disso, o filósofo John Locke defende a teroia contratualista, em que é obrigação estatal garantir o bem-estar de todos. Contudo, a falta de investimentos públicos no processo de transplante até a entrega contibui para que um direito de sobrevivência seja de difícil acesso. Consequentemente, segundo Folha de São Paulo, o Brasil desperdiça cinquenta por cento dos órgãos para transplante. Logo, enquanto a ineficácia for regra, o contrato de Locke continuará sendo quebrado.
Portanto, o Governo Federal -órgão responsável pelo poder executivo- deve envirar mais verbas para o setor da saúde, por meio de um projeto de leis entregue à Câmara dos Deputados, que garantirá melhores equipamentos para todos os pacientes. Dessarte, essa ação será realizada a fim de garantir um doação de órgãos efetiva no país e diminuir os riscos e preconceitos da populaçãos com os transplantes. Somente assim, a realidade descrita em ’’ Uma prova de amor’’ deixará de ser realidade no Brasil.