Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 14/05/2024
A Constituição federal, promulgada em 1988, prevê que todos os cidadãos têm direito à vida. Contudo, esse documento não é assegurado, visto que, infelizmente, há muitas dificuldades para a concretização da doação de órgãos no Brasil. Nesse sentido, é necessário analisar os motivos que tornam essa problemática uma realidade.
Segundo um pesquisador no site do Ipea Alexandre Marinho - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - o Brasil possui uma grande quantidade de órgãos e tecidos que podem ser doados. Então, que fator indica a enorme fila de espera para a doação de órgãos no país? “Isso se dá por questões de compatibilidade do tipo sanguíneo, tamanho do órgão e qualidade do órgão doado” enfatizou ainda o pesquisador do Ipea. Outro fator condizente com a dificuldade para a concretização da doação de órgãos no Brasil, ainda na mesma linha de raciocínio, é o desafio em relação a oferta de órgãos em comparação com a demanda, visto que ainda há uma escassez considerável de órgãos em relação à quantidade de pessoas que aguardam por eles. Dessa forma, é perceptível algumas das questões mais comuns sobre a concretização da doação.
Ademais, ainda é necessário analisar as questões de opticas negativas sobre a doação de órgãos no país. Ainda no site do Ipea, cerca de 40 a 50% das famílias optam por negar a doação, tanto por questões religiosas, mitos urbanos, ou até mesmo, o medo.
Portanto, o governo federal - maior órgão do poder Executivo do país - deve saciar as dúvidas da população e incentiva-los a doar órgãos para pessoas necessitadas, por meio de postagens nas redes sociais ou reportagens, além de diminuir o tempo de espera das pessoas na fila para a doação, buscando, através de familiares ou em outros países, um órgão compatível com a pessoa que irá recebê-lo, afim de diminuir e concretizar a doação de órgãos no Brasil.