Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 16/05/2024

De acordo com a Constituição Federal, promulgada em 1988, todos os cidadãos têm direito a tratamentos de saúde. No entanto, o não cumprimento desse preceito é evidente, visto que os dilemas da doação de órgãos é um grande problema. Dessa forma, é necessário analisar os motivos que tornam essa problemática uma triste realidade.

Diante desse cenário, é válido ressaltar a negligência governamental como um dos motivadores do problema. De acordo com o filósofo John Locke, em o “Contrato Social”, o cidadão cede sua liberdade ao estado que, por sua vez, deve garantir seus direitos. Nesse contexto, fica nítido que o governo não está cumprindo sua obrigação para com a população, visto que os dilemas para a doação de órgãos ainda se fazem presentes. Assim, é imprescindível a dissolução dessa conjunta.

Ademais, é necessário perceber, ainda, que a falta de conhecimento das famílias dos doadores atua como potencializador para a situação. De acordo com o site da SciELO, alguns motivos para a recusa dos familiares em autorizar a doação são: “a crença religiosa; à espera de um milagre; a não compreensão do diagnóstico de morte encefálica e a crença na reversão do quadro; a não aceitação da manipulação do corpo; o medo da reação da família; a inadequação da informação e a ausência de confirmação da morte encefálica”. Dito isso, se faz preciso que as famílias busquem se informar melhor sobre o processo de doação de órgãos. Tendo em vista o impasse supracitado, medidas são necessárias para resolve-lo.

Portanto, para que os dilemas da doação de órgãos sejam, de fato, superados, é necessário que o Ministério da Saúde, responsável pela proteção e recuperação da saúde da população, procure informar a população, detalhadamente, sobre o processo de doação por meio de políticas de transparência e auto informação, a fim de demonstrar sua importância e encorajar as pessoas a serem doadoras também.