Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 17/05/2024

A Constituição federal, promulgada em 1988, prevê que todos os cidadãos têm direito à vida. Contudo, este documento não é assegurado, visto que infelizmente ainda há dificuldades para a concretização da doação de órgãos. Nesse sentido, é necessário analisar os motivos que agravam essa deplorável realidade.

Nessa perspectiva, evidencia-se, que a falta de conhecimento é um entrave para a resolução dessa problemática. Sob essa óptica, a Terceira Revolução Industrial foi base para uma população rodeada de tecnologia e informações, porém, muita das vezes este avanço impossibilita o total contato com a educação. Percebe-se então, que a geração cresce sem ensino e despreparada para lidar com situações como a de doação de órgãos. Faz-se imprescindível, portanto, a dissolução dessa conjuntura para um maior alcance de decisões dos familiares.

Ademais, uma análise a negligência governamental é essencial. Segundo o filósofo iluminista, John Locke, em o Contrato Social, é dever do Estado garantir o bem-estar coletivo. Entretanto, o poder público não age como a tese de Locke, uma vez que não proporciona investimentos em hospitais e na cooperação com povo. Nesse contexto, é essencial superar esses paradigmas que prejudicam diversos indivíduos.

Portanto, pode-se inferir que a doação de órgãos é relevante e precisa de soluções. Com isso, é dever do Ministério da Saúde – setor governamental responsável pela administração e manutenção da saúde pública – formular projetos, por meio de palestras e campanhas publicitárias que expliquem sobre a importância e necessidade da doação de órgãos e o quanto essa ação salva vidas. Espera-se, com essa medida, que a transplantação seja aumentada.