Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 18/05/2024
Segundo relatório divulgado em dezembro de 2018 pela Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), a taxa de não autorização familiar manteve-se em 43%. Nesse sentido, fica evidente que, no Brasil, a doação de órgãos enfrenta dilemas, sendo imperiosa a implantação de medidas a fim de minimizar os impactos ocasionados por esse cenário. Ademais, é fundamental destacar a desconfiança com os médicos, bem como as suspeitas do comércio ilegal de órgãos.
Visto que , é importante frisar que na sociedade atual a desconfiança com os médicos se encontra em níveis elevados. Além disso, as notícias falsas veiculadas a esses profissionais nas mídias em geral acabam desgastando a credibilidade e confiança das pessoas para com esses especialistas. Logo, em situações em que ocorre a morte encefálica, a autorização familiar é o fator decisivo para se realizar a captação de órgãos, dessa forma, a imagem que se deve ter dos médicos e passada pela mídia sobre eles é de um profissional respeitado e de ética confiável e consolidada.
Sendo assim , na sociedade capitalista tudo vira comércio, inclusive partes do corpo humano. Destarte, a desconfiança sobre a ocorrência dessa comercialização leva a recusa sobre a doação, aumentando, assim, o tempo de espera na lista de transplantes e ,consequentemente, o aumento no número de óbitos.
Em síntese, é mister que a desconfiança com os médicos e a suspeita sobre a venda de órgãos seja amenizada. Para a conscientização da população brasileira a respeito desses dilemas, urge que o Ministério da Saúde (MS) crie, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias nas redes sociais que detalhem o funcionamento das normas éticas dos médicos e advirta os internautas do perigo da alienação da mídia, sugerindo ao interlocutor criar o hábito de buscar informações de fontes variadas e não de uma fonte única. Com intenção de reduzir os danos ja causados.