Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 18/05/2024

Promulgada pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante, em seu XXV artigo, o direito à saúde e ao bem-estar de todos os indivíduos. Conquanto, o cenário visto pelos dilemas da doação de órgãos no Brasil impede que isso aconteça na prática, devido não só ao fator educacional, como também à baixa atuação dos setores governamentais. Assim, hão de ser analisados tais fatores, a fim de que se possa liquidá-los de maneira eficaz.

É inquestionável que o fator educacional está entre a permanência dos obstáculos relacionados à doação de órgãos no território nacional. Consoante ao pensamento do líder revolucionário Nelson Mandela, de que apenas a educação é capaz de mudar o mundo, é notório que esse conceito encontra-se deturpado no país, quando, por falta de conhecimento, os membros da sociedade desenvolvem tabus relacionados ao procedimento e são constantes ao resistir em autorizar a doação dos órgãos de seus familiares, contribuindo, assim, para o aumento do número de pessoas na fila de espera para receber um órgão, que já passa dos 32 mil necessitados. Dessa forma, nota-se que há a necessidade de combater a ignorância por meio da educação.

Urge, portanto, a necessidade de intervenção civil e estatal. Os Ministérios da Saúde e da Educação devem se unir para criar um projeto de lei responsável por promover seminários e eventos com profissionais da saúde, alunos e professores visando elucidar e desmistificar preconceitos acerca desse ato tão solidário que é a doação de órgãos por meio de uma Central de Doadores para que os indivíduos interessados em doar possam se cadastrar sem a necessidade da aprovação familiar e sanar todas as dúvidas acerca do processo de doação. Espera-se, com isso, ampliar o número de transplantes de órgãos e, assim, melhorar a qualidade de vida de milhares de pessoas, respeitando a Carta Magna.