Direito à saúde em questão no Brasil
Enviada em 07/11/2025
A obra ’’ O cortiço’’, escrita pelo autor Aluísio de Azevedo, retrata a saúde precária do cotidiano das pessoas mais pobres na sociedade brasileira.Todavia, ainda que séculos tenham passado e o direito À saúde seja garantido, isso não significou o pleno acesso.Desse modo, é preciso analisar o acesso de forma desigual e as longas filas como entraves nessa questão.
Em primeiro plano, é fundamental destacar que o acesso à saúde no Brasil é feito de maneira diferenciada.A respeito disso, a Socióloga Nísia Trindade, em seu livro ‘‘Saúde e democracia’’, afirma como a falta de acesso pleno prejudica a inclusão no regime democrático.De fato, a garantia a esse direito acaba sendo restrito a aqueles que podem pagar por planos e consultas particulares, enquanto os mais pobres são limitados por falta de estruturas e serviços. Sendo assim, essa estrutura desigual é perpetuada na área da saúde.
Além disso é necessário relacionar como as filas demasiadamente longas prejudicam o direito à saúde no pais. Sobre a temática, o Filósofo Zygmunt Bauman discorre sobre o conceito de ‘‘Instituições Zumbis’’ na contemporaniedade, as quais conservam as suas formas, mas a sua função social é ineficiente no presente.Nessa perspectiva, o SUS funciona, mas com o agendamento de consultas e exames desproporcional a demanda, o que prejudica o diagnóstico e tratamento de doenças. Logo, não é possível garantir o direito à saúde a toda a população brasileira.
Portanto, é evidente que o acesso a saúde no Brasil apresenta problemas no acesso e na lentidão das filas.Para alterar esse cenário, O Ministério da Educação, aliado ao Ministério do Desenvolvimento, sendo esse responsável por obras de grande porte, deve aumentar a quantidade de unidades básicas de saúde e atendimento de emergencias nas cidades por meio da construção e reforma de estruturas antigas, para que as populações vulneráveis tenham acesso a esse direito.Ademais, As prefeituras, em suas cidades, precisam fazer convênios com laboratorios e clínicas privadas para garantir o atendimento e reduzir as filas nas suas unidades. Com essas medidas, espera-se que a falta de acesso à saúde seja algo restrito apenas a ficção.