Direito à saúde em questão no Brasil

Enviada em 12/09/2019

O sistema Único de Saúde do Brasil (SUS) é exemplo mundialmente de um dos melhores programas que buscam atender a demanda por saúde no país. Porém, mesmo que na teoria o sistema procure possibilitar o acesso aos atendimentos médicos e exames para toda população, na prática isso não ocorre de maneira igualitária e satisfatória. Dessa forma, torna-se necessário discutir sobre os entraves e deficiências na saúde pública brasileira

Em primeiro lugar, é relevante destacar os impasses causados pela falta de ações profiláticas. Nesse sentido, o atendimento da saúde brasisleira é ligado ao tratamento de doenças e não à sua prevenção. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a cada real investido em saneamento básico, o Governo economiza 9 reais em saúde. Desse modo, é importante que o sistema se preocupe com o tratamento de água e esgoto, além de medidas contra obesidade e sedentarismo. Assim, os indivíduos obtenham melhor qualidade de vida e envelheçam de forma saúdavel. Fato que não só diminui a demanda como também aprimora a oferta de tratamentos concedidos pelo SUS.

Além disso, é importante analisar as insuficiências existentes no sistema público. Falta de equipamentos, de profissionais e de unidades de atendimentos são alguns problemas encontrados pela sociedade. Adicionado à isso, há a desigualdade de distribuição de hospitais os quais muitas vezes se concentram em regiões distantes daquelas habitadas pela população mais carente. Essas são as consequências diretas do baixo investimento e da má administração da verba, exponencializadas pela corrupção de muitos políticos. Fatores que geram inconformidade nos brasileiros e mortes na fila de espera de muitas clínicas públicas.

Urge, portanto, que ações sejam realizadas em prol da melhoria do SUS. Cabe ao Estado, em consonância com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas, promoverem um mapeamento das regiões carentes com maior demanda de consultas médicas. Por meio de pesquisas e rastreamento das principais necessidades locais em relação tanto a medidas curativas como profiláticas que busquem reduzir o índice de doenças. Ademais, o Governo deve não só aumentar os investimentos na área de saúde pública como também melhorar a gestão financeira e distribuir as verbas de forma a potencializar a utilização dos recursos. Para que assim, o SUS se transforme em um exemplo tanto na teoria como na prática.