Direito à saúde em questão no Brasil
Enviada em 02/03/2020
Em 1970, a Revolução Sanitária instituiu transformações necessárias no Brasil, dentre elas o direito universal à saúde de qualidade, sendo, então, criado o SUS (Sistema Único de Saúde). Todavia, tal direito ainda não se converteu em realidade no período hodierno devido ao mau gerenciamento público e privado, o que torna o sistema sanitário canarinho insuficiente. Enfim, medidas de combate a essa problemática são imprescindíveis.
Diante desse cenário, cabe elucidar a má gestão no complexo de saúde tupiniquim. Nesse sentido, não só o SUS, mas também os planos particulares têm enfoque no tratamento de doenças em detrimento da prevenção das mesmas. Em meio a isso, consoante a reportagem da Terra sobre a questão sanitária no Brasil, muitas complicações que vão para hospitais poderiam ter sido evitadas com o tratamento no estágio inicial das enfermidades ou, ainda, suas precauções. Desse modo, a maioria das clínicas estão superlotadas, prejudicando o acesso aos sistemas.
Em função disso, o oferecimento de serviços de saúde se configura, majoritariamente, deficitário. Sob esse ângulo, tendo em vista o envelhecimento e a concomitante ascensão do sobrepeso da sociedade, por ter que suprir um grande número de pessoas, os atendimentos precários são cada vez mais comuns, se destacando a má distribuição de médicos e infraestrutura inoperante. Em síntese, a esfera pública, bem como a privada, seguem lógicas insustentáveis de prestação de serviços.
Portanto, observa-se que o direito à saúde no Brasil ainda é falho. Por conseguinte, é imperioso que o Ministério da Educação e o Ministério da Saúde, haja vista que o SUS é de responsabilidade da União, atuem na difusão do conhecimento acerca dos meios de prevenção das doenças e na melhoria da estrutura sanitária, respectivamente, por meio da introdução da Nutrição na Base Nacional Comum Curricular e do investimento nas unidades básicas de saúde, a fim de construir cidadãos mais saudáveis e atenuar a sobrecarga dos hospitais. Assim, o direito universal à saúde de qualidade, como previa a Reforma Sanitária de 70, seria universal.