Direito à saúde em questão no Brasil

Enviada em 02/04/2020

De acordo com a Constituição Federal de 1988 em vigor até os dias atuais “saúde é um direito de todos e dever do estado”. Dessa forma, mesmo após avanços governamentais como a criação do Sistema único de saúde popularmente conhecido como SUS que visa o principio da equidade, este  direito encontra-se deturbado no Brasil à medida que a cultura da sociedade brasileira que ao invés de optar pela prevenção de doenças, geram custos ainda maiores nas formas de cura-las. No entanto, também contribui para a falta de recursos para a gestão, comprometendo o programa existente. Dessa maneira, é necessário que haja medidas das instituições governamentais para resolver o impasse.

Segundo o Filósofo Byung Chul Han em seu livro “sociedade do cansaço”, o autor refere-se que a sociedade contemporânea é marcada pelo excesso de positivismo onde a produtividade se torna um norte para os indivíduos. Assim, essa forma de produção gera um esgotamento emocional e físico que são refletidos por exemplo, em práticas como a automedicação que apesar de aliviar os sintomas à curto prazo,causa doenças ao longo dos anos. Certamente, a teoria reforça a questão do desdobramento da cultura da medicina curativa ao invés da preventiva, tornando os custos mais elevados e por resultado, prejudicando o sistema de saúde no atendimento da população.

Ademais, os gastos proveniente na cura dessas doenças é um fator relacionado à falta de recursos, uma vez que o capital que seria destinado para outros fins da saúde vão ser empregados na questão. Logo, apesar do SUS ser um sistema que busca o direito da equidade, segundo o filósofo Aristoteles - “tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na medida de sua desigualdade”- ainda enfrenta problemas na gestação, não sendo capaz de oferecer a qualidade como deveria, da maneira que está de fato, no papel. Portanto, medidas são necessárias para que haja uma melhoria desse impasse, para que assim a sociedade possa desfrutar plenamente de seus direitos.

Com vista nos argumentos apresentados, é necessário que o Governo que de acordo com a Constituição federal de 1988 - responsável em garantir direitos aos cidadãos incluindo o direito à saúde - em parceria com o Ministério da Saúde, invista por meio de verbas em projetos com campanhas educativas nas instituições escolares e postos de atendimento básico, com assuntos voltados para a prevenção de doenças e também formas de controlar outras como por exemplo, diabetes e hipertensão através de alimentação regular. Nesse sentindo, tendo o objetivo de não só reduzir os gastos do sistema público, como também  transferir para toda à população o conhecimento de que envelhecer com saúde é a melhor escolha a se fazer.