Direito à saúde em questão no Brasil

Enviada em 20/04/2020

1808, ano que marca a transferência da corte portuguesa para o Brasil e, junto a ela, um grande avanço cultural, educacional e também relacionado à saúde. Atualmente, o país contempla uma intensa crise na saúde na qual o direito a esta está comprometido, e por motivos como a falta de investimentos e o foco somente na doença essa crise tende a se intensificar severamente.

Em primeiro momento, é de suma importância ressaltar como a falta de investimentos é danosa a esse processo. Deste modo, um governo que não investe corretamente na saúde está suscetível a inúmeros problemas; tais como: superlotação de hospitais, atendimento precário e grandes filas. Prova disso é o dado publicado pelo jornal G1 São Paulo, em 2015, que mostra a existência de somente 2,99 leitos para cada 1.000 habitantes da cidade, e dessa forma, expõe o baixo investimento na área.

Além da falta de investimentos, o foco somente na doença e não na prevenção torna o cenário ainda mais caótico. Nesse sentido, é possível inferir que quando as políticas públicas são voltadas somente a doença o número de doentes tem tendência a crescer mais. Exemplo disso é a informação do Ministério da Saúde, de 2019, que mostra que 55,7% da população brasileira esta acima do peso, todavia poucas medidas para reverter essa situação são aplicadas e o indivíduo nessa condição somente é amparado quando uma doença mais grave surge.

Nota-se, portanto, que o Brasil vive uma intensa crise ligada à saúde e ao direito a esta. Entretanto, medidas podem reverter esse processo. O Ministério da Saúde pode aplicar maiores quantias no SUS, para que, assim, a população tenha melhores condições e saúde. Ademais, o gerenciamento público pode investir mais em prevenção, por meio de: propagandas, saneamento, exames periódicos e educação, a fim de que doenças mais sérias e custosas não ocorram. Muitas medidas podem ser tomadas, o que não pode é deixar a nação sem o mínimo.